Alentejo minha loucura
quando o trigo
compacto
alagava a planície
no seu dourado
salpicado de papoulas
o Alentejo
era pão
era vigor
mãos que acarinhavam
a farinha
amassando
o pão
que alimentava a vida
o Alentejo
era fervor
era alvoroço
hoje a planície
sumida na lonjura
é cor
é abandono
é latejar de um sonho
o Alentejo
é perfeição
é quebranto
nela desvendo o encanto
das flores
que enchem os campos
e o amor em mim
é a loucura
Ana claré 23/Abril/2013
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